domingo, 28 de agosto de 2011

cocker spaniel americano

A origem do Cocker Americano, ao contrário da grande maioria das raças, é bem conhecida e parecem existem grandes consensos também quanto ao seu desenvolvimento e independência do Cocker Spaniel Inglês.

A raça surgiu, oficialmente, em 1945. Mas desde 1880 criadores americanos e canadenses buscavam exemplares diferentes dos cockers tradicionais. Os criadores buscavam cães menores e mais leves do que os criados pelos ingleses, com uma cabeça mais quadrada, um stop mais marcado e olhos bem arredondados.

Além desses requisitos básicos, os criadores procuravam um cão alegre e com excelente temperamento, tudo contido num corpo um pouco mais curto do que o do cocker inglês e com uma pelagem mais farta e exuberante. Essa seleção foi criando na prática duas raças com tipos físicos cada vez mais diferentes entre si. No entanto, até a década de 30, antes da fundação do English Cocker Spaniel Club, os criadores acasalavam cães das duas variedades sem problemas.

A partir da fundação do English Cocker Spaniel Club, em 1930 foi uma questão de tempo até que o Cocker Americano fosse reconhecido como raça independente. O primeiro clube a reconhecê-lo como raça foi o Canadian Kennel Clube, em 1940. O American Kennel Clube reconheceu o Cocker Americano em 1945 e o Cocker Inglês em 1947.

A partir desta declaração da independência e especialmente após o término da segunda guerra, o Cocker Americano registrou um enorme crescimento no número de filhotes registrados nos EUA, estabelecendo logo diversos recordes e ficando sempre entre as raças mais registradas nos anos subsequentes.


Se o cocker spaniel inglês era um caçador que aprendeu a fazer companhia para desempenhar um novo papel, o cocker americano foi desenvolvido para que fosse um excelente companheiro que, eventualmente, pudesse caçar. No entanto, a grande maioria dos cockers americanos, não têm o instinto tão aguçado quanto os cockers ingleses.

De maneira geral, o cocker americano é um cão muito brincalhão, ativo e divertido, possui um certo ar "aristocrático", que fizeram dele um cão quase exclusivamente de luxo e de companhia. Para isso também contribuiu de maneira determinante a seleção realizada exclusivamente sobre a sua morfologia, em prejuízo das suas qualidades como caçador. É um cão que late pouco - mas mais do que o cocker inglês - e costuma ser sociável com outras pessoas e animais.

Apesar do tamanho e do porte aristocrático, o cocker americano se dá muito bem na prática de esportes, tendo grande destaque nas competições de agility, devido ao seu porte pequeno e sua enorme agilidade.

Com crianças, costuma aguentar bem o tranco das brincadeiras, mas não se pode dizer que seja o cachorro ideal para crianças muito pequenas que podem acabar machucando o cão em suas brincadeiras mais rudes.


Como todo bom filhote de uma raça desenvolvida para a caça, os cockers americanos são bastante curiosos e ativos, mas, ao mesmo tempo, são muito ligados ao dono e isso deve ser usado para estabelecer, desde cedo, as regras de convivência.

São cães bastante versáteis, podendo se adaptar à vida de um apartamento ou casa sem maiores problemas. No entanto, não costumam sentir-se bem ficando sozinhos por muito tempo. De um modo em geral eles se tornam tranqüilos quando adultos e excelentes companhias, tanto para idosos quanto para pessoas ativas.

Deve-se tomar especial atenção à questão da socialização do cão, evitando que torne-se exageradamente agressivo ou dominante.

O cocker americano possui uma pelagem densa e exuberante e para que ele fique com uma aparência saudável e bonita, precisa de cuidados especiais. Não apenas no momento da tosa, que deve respeitar o padrão da raça, mas também no período entre as tosas, em que o pelo deve ser escovado e desembaraçado para que se mantenha bonito.

Sua pelagem é curta na cabeça, mais longa, sedosa e colada ao resto do corpo, com franjas onduladas mas não cacheada, tendo subpelo suficiente para proteção na água. Esta pelagem de conformação apropriada ao show, o tornaram um cão de grande sucesso nas exposições

O cor do pelo pode ser sólida (preto ou tons de canela) ou particolors (duas ou mais cores bem definidas e bem distribuídas) sendo que uma das cores é, necessariamente branco. As marcas canelas, que podem ir das tonalidades mais claras de do creme até o vermelho mais escuro, não devem cobrir mais que 10% da pelagem.

Nos Estados Unidos cada variedade

(Preto, Qualquer Sólido Fora o Preto, Particolor)

é julgada separadamente.


De maneira geral, são cães muito robustos e saudáveis, mostram-se mais propensos do que a média a diversas doenças hereditárias. Estas só podem ser prevenidas através da criação cuidadosa. Procure conselho médico, se surgirem problemas.

  • Cataratas Hereditárias - podem desenvolver uma forma hereditária de cataratas em qualquer altura de suas vidas, a partir do primeiro ano de vida. Em algumas situações, as cataratas podem ser eliminadas e a visão parcialmente recuperada. Por vezes, implanta-se pupilas de plástico para melhorar ainda mais a visão.

  • Glaucoma, um doloroso aumento de pressão no interior dos olhos

  • Atrofia Progressiva da Retina (PRA), uma doença da retina na parte anterior do olho.

  • Epilepsia - A epilepsia ocorre com mais freqüência nas crias de cães epilépticos. Os ataques vão desde os menos graves, até os mais violentos, com perda de consciência. Contate sempre o seu veterinário.
  • Displasia coxo-femural

  • Pele Mal-Cheirosa - seborréia. Manifesta-se através de um odor bolorento e uma predisposição para as doenças bacteriológicas de pele. É necessário utilizar um shampoo especial.
  • Otites

cocker spaniel ingles

O Cocker Spaniel Inglês faz parte do grande grupo de Spaniels britânicos conhecidos desde 1300. A partir desta família surgiram 7 raças, entre elas o Cocker Spaniel Inglês, que, a partir da idade média, substituíram os cães corredores e os sabujos na atividade da caça. Foi nesta época que os caçadores adotaram uma nova estratégia para a caça, que consistia em percorrer os campos com cães que levantassem as peças para que então, fazendo voar seu falcão ou lançando suas redes, obtivessem sucesso na tarefa.

Apesar de sua origem precisa ser desconhecida, é fato que em na época de Henrique IV já se elogiava estes cães por sua tenacidade e alegria nos campos.

O nome Cocker Spaniel Inglês surgiu por volta de 1800 onde os menores de uma ninhada eram chamados de Cocker e os maiores eram os Springers. Com uma seleção genética foi que as raças se separam e sua evolução final foi entre 1870 a 80 graças ao criador James Ferow e seu cão chamado Obo. Os ingleses se esmeravam em fixar as qualidades que pareciam as melhores para a tarefa de caça e com isso diferenciar as raças entre si...

Exímio caçador de uma espécie de "galinhola", Woodcock, da qual deriva seu nome; o Cocker desempenhava muito bem sua função de encontrar e tirar de seu esconderijo não apenas a galinhola, mas também outras aves, para colocá-las ao alcance dos caçadores.

A partir da segunda metade do século XX, em função de sua simpatia e beleza, o Cocker conquistou também um posto de destaque entre os cães considerados "de companhia".

Nos Estados Unidos o primeiro clube da raça foi fundado em 1881 e muitos exemplares foram exportados da Inglaterra. A rapidez com a qual estes pequenos se fixaram e se espalharam pela América do Norte só comprovava a sua versatilidade como cão de caça e companhia. Inúmeros cockers passaram a vencer provas de field-trial (provas de campo) vencendo diversas outras raças na disputa.

Por todas estas qualidades, logo ganhou destaque nas principais cinofilias do mundo... inclusive na brasileira, onde a criação oficial tem excelente nível.

Alegre e disposto, são suas características de temperamento que o fazem um dos mais admiráveis cães de companhia, além de contar com um tamanho que possibilita que se adapte bem tanto a apartamentos quanto a casas. Não é do tipo que late muito, o que garante boas relações com os vizinhos.

Adora participar da "rotina do dono", e parece saber perfeitamente a que horas cada uma de suas atividades se desenvolve. Para ele, o melhor passatempo é mesmo seu dono, do qual dificilmente se desgruda com facilidade. Com estranhos o Cocker também demonstra a mesma sociabilidade.

Gosta muito de crianças e com elas seu instinto caçador proporciona horas de muita atividade. É, antes de mais nada, um cão muito preparado - geneticamente falando - para o trabalho (caça) e por isso mesmo não se adapta a ambientes onde não haja movimento adequado para ele. Na falta de estimulação correta, certamente procurará ele próprio por tarefas, o que pode gerar grandes e pequenos desastres domésticos. Justamente por toda esta energia, pode se dar muito bem na prática de esportes, tendo grande destaque nas competições de agility, devido ao seu porte pequeno e sua enorme agilidade.

O maior problema dos cockers foi justamente causado pela popularidade que a raça alcançou, o que fez com que pessoas desinformadas e visando apenas o "lucro" acasalassem exemplares sem qualquer orientação ou critério técnico. Os exemplares dourados - talvez influenciados pelo desenho "A Dama e o Vagabundo" - ganharam enorme mercado e foram eles os maiores afetados por desvios de temperamento e conformação. Mas infelizmente não foram apenas estes... durante o processo de expansão da raça (de maneira sem controle) não foram poucos os exemplares de todas as cores a apresentar desvios graves de comportamento - agressivos ou totalmente inquietos e mordedores.

Talvez até em função destes exemplares que em nada representam as verdadeiras características da raça, os cockers começaram a perder espaço para outras raças de companhia o que, aparentemente, está ajudando na melhora do quadro geral da criação.

Na escala de inteligência elaborada por Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães o Cocker está na 18ª posição, o que se reflete na sua facilidade de aprendizado.

Quando filhote, o Cocker é um filhote expansivo e brincalhão, como bem convém a um pequeno caçador. Talvez por seu aspecto de ´pelúcia´ a compra por "impulso" da raça, sem a avaliação real das condições de criá-lo, seja mais forte do que para outras raças. Afinal, quem não se comove com aquelas orelhas pendentes e o olhar pidão de um cocker?

É do tipo que não foge de nenhum tipo de atividade ou divertimento, estando disposto a brincar, fazer "bagunça". Com o tempo, o crescimento e a educação - fundamental a qualquer raça independente do seu tamanho - tende a ficar mais tranquilo.

Aos seis ou sete meses, o cão já passou da fase da destruição, aperfeiçoando suas qualidades de companheiro.

A tosa do Cocker consiste basicamente em aparar o pelo do dorso, cabeça, base da orelha, cauda e almofada das patas, mantendo-se boas franjas nas orelhas, barriga e patas. A tosa deve ser feita por um profissional competente que conheça bem a raça pois é muito comum Cockers serem tosados como Poodles em Pet Shops.

Ainda quanto aos banhos… em excesso podem causar dermatites, caspas e eczemas. Para evitar estes problemas, a escovação diária é grande aliada, especialmente nas orelhas.

Outro grande atrativo da raça é sua variada gama de cores e apresentações. Todas as cores são aceitas, exceto os brancos.

Os cães chamados sólidos - são os que apresentam apenas 1 cor, enquanto os mesclados são chamados de part colors.

Há algumas recomendações especificas para evitar o acasalamento entre as variedades. Em tese, o acasalamento entre variedades só deve ser feito por quem tem muita experiência na raça em virtude dos problemas comuns quanto ao pelo (pelagem rala) advindos destes acasalamentos indiscriminados.


Apesar se serem cães muito rústicos e saudáveis, os cockers apresentam uma maior tendência a apresentar

  • problemas auditivos, normalmente ocasionados pela pouca ventilação dos canais auditivos e pelo eventual acúmulo de água nos ouvidos. Isso implica que os donos de Cocker tenham atenção redobrada na hora do banho, se possível colocando algodão nos ouvidos do cão e evitando a entrada da água. Para evitar o acúmulo de cera e de sujeira nas orelhas, é recomendável que a cada dois dias limpe-as orelhas com produto apropriado para cães, à venda em quase todos os lugares.
  • Em função da grande quantidade de pelos entre os dedos que pode reter sujeira e umidade, o Cocker é bastante suscetível às frieiras, que podem ser evitadas com uma limpeza cuidadosa e/ou com o corte bem curto dos pelos desta região.
  • Por ser extremamente comilão, o Cocker é um sério candidato à obesidade, portanto, todo cuidado é pouco na hora da alimentação. Doces e guloseimas ou mesmo comidas gordurosas devem ser evitados, já que a obesidade pode comprometer inclusive a estrutura óssea do animal e sua fertilidade.
  • Mau cheiro: Muitas vezes causado por excesso de banhos, se ele não apresenta nenhum problema de pele. Experimente diminuir a freqüência dos banhos e escovar o cão todos os dias.
  • Catarata
  • Atrofia progressiva da retina

Dachshund

A história do Dachshund (ou Teckel) é bastante antiga e segundo alguns historiadores, a raça surgiu há cinco mil, tendo sido encontrados seu nome e imagem gravados na tumba de um faraó. De qualquer forma, o primeiro registro seguro da raça aparece em 1561, num livro de gravuras onde o Dachshund aparece de maneira inconfundível em sua estrutura física. O primeiro registro oficial foi feito na Alemanha em 1888.

O Dachshund (cão texugo) foi desenvolvido por caçadores alemães que queriam um cão que fosse ao mesmo tempo ágil e resistente além de suficientemente pequeno para que pudesse entrar nas tocas de animais como os texugos, lebres e coelhos e trazê-los para fora ao alcance da mira do caçador. Além do corpo alongado e baixo, os caçadores precisavam de um cão com excelente olfato e muita determinação. Estava criado o Dachshund.

Através de cruzamentos seletivos, a raça foi desenvolvida em 9 variedades diferenciadas: 3 tamanhos (standard, anão e mini) e 3 variedades de pelo: curto, longo e duro – ou arame (este último obtido graças à introdução de linhas de sangue de terriers). Para o acasalamento, no entanto, só são permitidos cruzamentos de cães de pelagens e tamanhos iguais.

Da Alemanha onde ganhou notoriedade pelas suas qualidades como caçador, o Dachshund foi levado para a Inglaterra no século XIX onde passou a fazer parte da corte inglesa, o que foi de grande importância para popularização da raça. Nos EUA, a presença dos Dachshund começou com as importações de matrizes por volta de de 1879 e no Brasil chegaram junto com os colonizadores europeus e eram chamados "paqueiros" por serem exímios caçadores de pacas e sua popularidade o transformou em astro de comerciais, estrelando a campanha dos amortecedores COFAP.

A raça na verdade é constituída por 9 variedades formadas pelos 3 tamanhos (Standard, Miniatura e Anão) e 3 tipos de pelagem - curta, longa e dura, mas são consideradas como raças individuais apesar de continuarem como variedades na Alemanha, pela FCI, e nos EUA.

Imagem extraída do site Dog in CanadáA medição do tamanho Standard, antes feita pelo peso (de 7 a 9 kg), passou a ser pelo perímetro do tórax (acima de 35 cm), sistema que sempre foi usado para o Miniatura (até 30 cm) e o Anão (de 30 a 35 cm). Esta medição é feita após os 15 meses de idade para evitar mudanças de raça por variações de peso.


Imagem gentilmente cedida por Edith Nelson, do Suntura's Kennel, USA

Se, no início, o Dachshund era um valente e destemido caçador, hoje deixou, em grande parte, de lado suas antigas atividades e transformou-se num animal de companhia. Em função do seu tamanho é uma excelente opção para o grande número de pessoas que mora em apartamentos especialmente porque aprende com facilidade os hábitos de higiene. Adapta-se bem a locais pequenos e não é do tipo destrutivo que rói os móveis e come as roupas.

Inteligente, esperto e bastante brincalhão, o Dachshund é também um excelente cão de vigia. Sempre atento, ao menor sinal de aproximação de estranhos late bastante. É um excelente companheiro para crianças e brinca mesmo depois de velho.Convive de forma tranqüila com outros animais e com outros cães mas não foge de uma briga caso seja provocado.

Imagem gentilmente cedida pelos criadores Esperon & Oliveira, do Carlang Kennel, RSAlguns criadores garantem que existem diferenças de temperamento conforme o tipo de pelo, sendo que os de pêlos curtos seriam mais sociáveis e os pêlos duros mais agitados e até mesmo um pouco mais agressivos, mas isso não é comprovado nem mesmo consta do padrão da raça.

Outra característica importante da raça é sua independência, o que lhe valeu uma (talvez) injusta fama de desobediente. Na convivência em família ele é um excelente companheiro, gosta e respeita a todos, mas dedica-se a apenas uma pessoa que elege como dono.


Imagem gentilmente cedida por Edith Nelson, do Suntura's Kennel, USAA média de nascimentos do Dachshund é de 2 a 10 filhotes dependendo do tamanho da mãe.

Os filhotes devem ser educados pelo dono desde bem cedo para que dono e cão possam ter uma convivência harmoniosa. É um cão que procura agradar o dono, mas precisa de limites claros e acima de tudo, precisa saber quem é que manda. Segundo os criadores, no caso do Dachshund a obediência aumenta com a idade.

O Dachshund também apresenta uma grande variedade de cores:

  • Uma cor - vermelho, amarelo avermelhado, amarelo com ou sem mistura de preto.
  • Bicolor - preto , marrom , cinza, branco nas extremidades com marcações castanho.
  • Arlequim - castanho claro, cinza claro, branco com manchas desiguais. Manchas grandes indesejáveis.
  • Arlequim tigrado - vermelho ou amarelo com riscas escuras.
  • Desqualificantes - preto ou branco sem marcações castanhas.

O Dachshund enfrenta alguns problemas típicos de raças de cães baixos (como o Basset Hound), entre eles tendência à obesidade e problemas de coluna.

A obesidade pode ser controlada fornecendo ao cão alimentos em quantidade adequada (procure um veterinário para definir esta medida) e fornecendo uma quantidade satisfatória de exercícios.

Quanto aos problemas de coluna, que muitas vezes estão associados à obesidade, deve-se impedir que o Dachshund salte de lugares altos e/ou ande em pisos escorregadios. Entre os mais comuns estão:

  • Luxação da patela (ruptura de 1 ou dos 2 ligamentos cruzados do joelho), por predisposição genética ou por trauma.
  • Osteofitos ou bico de papagaio, causado pelo crescimento exagerado o osso nos espaços entre as vértebras.
  • Hérnia de disco – causada pela compressão da medula da coluna pelo atrito constante entre as vértebras.

Outro problema comum é a dermatite que pode ser evitada dando-se banhos somente quando for indispensável.

Dálmata

Zagreb Spice Girl. Prop: MDalsA genealogia precisa do Dálmata continua desconhecida. Alguns entusiastas reivindicam evidências de que tenha se originado no Egito antigo onde aparece em imagens sobre as tumbas dos faraós. Outros defendem que tenha surgido na Dalmácia, região da Iugoslávia, afirmando que o nome da raça advém do nome da região.

Foi usado inicialmente para guardar estábulos e também como escolta das carruagens, correndo ao lado e atrás delas. Tornou-se mascote dos bombeiros americanos (resquício do tempo em que os caminhões de bombeiros eram puxados por cavalos).

O Dálmata é um cão que não requer muitos cuidados especiais. Extremamente ativo e brincalhão, precisa de muito exercício.

É especialmente dedicado ao dono, seguindo-o qualquer que seja seu meio de transporte. Extremamente dócil e amoroso, caracteriza-se como uma raça leal, inteligente e ativa e manteve sua popularidade por muitos anos.

Esta popularidade pode ser atribuída em grande parte ao "empurrãozinho" de Walt Disney e seu "Os 101 Dálmatas", em 1961, filme no qual a vilã cobiça a maravilhosa pelagem branca enfeitada pelas pintas escuras para fazer um casaco.

Criadores do mundo todo admitem que a popularidade do Dálmata esteve intimamente ligada ao grande sucesso do desenho animado - e do seu relançamento em vídeo e da nova versão em 2006. Vários países, entre eles Inglaterra, Itália e Japão, assistiram a uma duplicação do número de registros de nascimentos de Dálmatas. Na Inglaterra e na Itália, a raça esteve durante anos entre as 14 mais procuradas; no Japão, ocupou o 26º lugar. Nos Estados Unidos, o Dálmata permanece entre as onze mais desde 1993 (em 1994, o Dálmata era a 9ª raça a mais registrada).


Imagem exatraída do site do Canil Yarrowfell DalmatiansCom uma aparência extremamente elegante, bela e chamativa, o Dálmata encanta por sua lealdade, disposição e amabilidade. O porte e a elegância natural, a grande resistência para longas caminhadas faziam dele o cão perfeito para a função de acompanhar as carruagens e/ou os bombeiros. Atualmente, é considerado um excelente cão de companhia.

Sua marca registrada, as pintas pelo corpo, podem ser apenas preto ou fígado e os criadores procuram cada vez mais preservar sua conformação, já que neste caso não basta ter pintas: elas precisam ser perfeitas para destacar a elegância do cão.

A preocupação com as pintas chega ao requinte de determinar o tamanho ideal que devem ter, bem como a sua forma, a distribuição e a coloração correta. Segundo a Federação Cinológica Internacional (FCI), as pintas devem ser o mais redondinhas possíveis, bem definidas, em cor preto ou fígado sobre branco puro, sem mistura de cores e menores nas extremidades (cabeça, patas e cauda). Muitas pintas juntas, formando "cachos de uva", também são indesejáveis.

Há alguns anos, a FCI modificou o padrão da raça, tornando-o mais específico e objetivo. As maiores alterações ficaram no item de marcação, tendo sido introduzidas diversas faltas desqualificantes, como por exemplo, a presença de grandes machas (patches em inglês). Cães com essa marcação já nascem assim, ao contrário dos pintados, cujas pintas começam a aparecer ao redor dos 15 dias. Marcação em monóculo (grandes manchas redondas ao redor dos olhos) também conhecida como "marcação pirata" passou a ser considerada uma falta desqualificante. O mesmo vale para um Dálmata que simultaneamente tenha pintas pretas e outras de cor fígado, os tricolores e aqueles que possuam pintas "amarelas".

Dálmatas com olhos azuis também são considerados desqualificados, uma vez que sugere-se uma relação entre a cor dos olhos e o sério problema de surdez apresentado por alguns exemplares da raça. Segundo essas pesquisas, cerca de 25% dos dálmatas europeus apresenta algum tipo de surdez. O problema é tão sério que no ano passado o The Kennel Club, na Inglaterra, em associação com a entidade filantrópica Charitable Trust, investiu boa parte dos US$ 495 mil, destinados a pesquisas genéticas, no estudo das causas de surdez na raça.

As modificações introduzidas no Padrão da Raça reduziram também a altura mínima permitida e estabeleceu um peso ideal (que não existia no padrão anterior).

Os filhotes dos Dálmatas nascem brancos e as manchas características começam a surgir apenas após 15 dias. É importante que se verifique os pais dos filhotes para se ter uma idéia mais precisa de como se parecerá quando adulto e também deve-se certificar que o filhotinho não tenha manchas já ao nascer, o que caracterizaria as "patches".

Outro cuidado a ser tomado pelo futuro proprietário, no caso de exemplares cor de fígado, é saber a cor dos antepassados, já que caso haja seguidos cruzamento de exemplares cor de fígado, os descendentes podem apresentar problemas de pigmentação.


SER DÁLMATA É...

  • Atrair olhares admirados com sua beleza
  • Ostentar elegância
  • Ser elétrico por natureza
  • Precisar de muito movimento
  • Distribuir alegria por onde passa
  • Estar sempre pronto a corridas e caminhadas
  • Ser brincalhão, meigo, sociável e dócil com crianças
  • Ter afinidade com cavalos
  • Desconfiar de estranhos, e avisar sua presença, com latidos de alerta
  • Conviver bem com outros animais
  • Ser rústico, limpo e ter uma saúde de ferro
  • Adorar passeios de carro
  • Apreciar a companhia do dono
  • Viver bem dentro de casa

O grande problema congênito de saúde observado é a surdez.

Golden Retriever

A origem precisa do Golden Retriever é incerta, mas a maior parte dos registros aponta que o Golden Retriever foi desenvolvido a partir da metade do século 19, por um criador escocês, chamado Sir Dudley Majoribanks (Lorde de Tweedmouth), que buscava um cão de porte médio, excelente faro, habilidade para buscar a caça tanto na terra como na água, inteligente, obediente, fácil de treinar e calmo.

Para conseguir este resultado, várias raças foram cruzadas, entre elas o Flat-Coat, o Tweed Water Spaniel (raça já extinta), Labrador,Setter Irlandês e Bloodhound.

O Golden Retriever é um cão robusto, de pelagem média e dourada e possui uma inconfundível meiguice de expressão. Por estas características, conquistou multidões e hoje é a segunda raça em número de filhotes registrados no Japão e terceiro na Inglaterra. Nos EUA fica na quarta posição.

No Brasil, a raça tem vivido na última década uma enorme expansão, similar à popularidade do Labrador, o que tem preocupado sobremaneira os admiradores e criadores da raça, que pode sofrer a mesma decadência de outras raças que cairam no ´gosto´ do mercado e viram desaparecer suas principais qualidades, com prejuízo principalmente para quem admira o temperamento fantástico e sua versatilidade, aliados a um porte elegante e uma aparência majestosa.


Talvez a principal característica do Golden seja a inteligência e a vontade de agradar ao dono acima de qualquer coisa. É a quarta raça no ranking de inteligência para obediência, entre 133 analisadas por Stanley Coren em seu livro "A Inteligência dos Cães".

Muito observador, possui grande facilidade para entender o que se quer dele e associar causa e conseqüência de seus atos. Por isso mesmo, o Golden é usado em diversos países como guia de cegos e auxiliar na terapia de doentes físicos e mentais.

Por seu excelente faro, advindo da seleção dos cães para a função de recuperação da caça, muitos são usados pelas polícias para farejar drogas e por sua constituição física, podem atuar como resgate de sobreviventes em desastres.

Manso e boa índole, pode até assustar pelo tamanho, mas faz amizade com todos, sendo afetuoso com estranhos e mesmo com outros cães convive sem problemas. Extremamente paciente e amoroso, é uma excelente companhia para as crianças com quem brinca sem nenhuma restrição. Por sua índole amorosa, o Golden não se presta para a função de guarda.

Versátil, o Golden adapta-se perfeitamente ao estilo de vida do dono, até mesmo com locais pequenos. Quanto está em casa, procura sempre a proximidade dos familiares, mas da mesma forma pode ficar apenas deitado num canto observando o movimento ao seu redor.

Apesar de não ser um cão hiper-ativo, o Golden está sempre disposto à atividade, especialmente se for com o dono... Sua excelente resistência física faz com que possa acompanhar sua família em qualquer atividade, como passeios, caminhadas ou provas de agility. É um cão que precisa e adora fazer exercícios, além de ser um exímio nadador.

O pelo deve ser escovado com freqüência para que se mantenha saudável e bonito. Na época da muda, que ocorre de 6 em 6 meses, deve ser escovado com mais freqüência, evitando que perca pelos pela casa.


Quando filhote, o Golden tem uma grande energia e sua pelagem parece mais a de uma ovelhinha, não sendo lisa como nos adultos.

Brincalhão, desde cedo já demonstra suas habilidades em seus jogos de "caça" e na facilidade do aprendizado de hábitos de higiene.

FILHOTE(S) DO SOUTH ISLAND KENNEL

Para que se desenvolvam bem, não apenas física mas emocionalmente, os filhotes devem ser educados desde cedo. Por sua inteligência e enorme desejo de agradar aos donos, os filhotes respondem muito bem às aulas de adestramento.


Como todas as raças que experimentam um salto na sua popularidade, o Golden Retriever enfrenta os problemas típicos da criação irresponsável, principalmente os relacionados a cruzamentos geneticamente não-recomendados.

Um dos mais graves problemas genéticos do Golden é a displasia coxo-femural. Caso vá adquirir um filhote, certifique-se de que os pais tenham sido examinados e que tenham sido aprovados pelas radiografias. A displasia só pode ser diagnosticada com certeza quando filhote tem mais de 12 meses através de raios-x.

Além da displasia, o Golden, assim como o Labrador, sofre de algumas doenças genéticas que atacam a visão, causando perda progressiva até chegar à cegueira: a Catarata, que ocorre quando o cristalino - parte interna transparente do olho - torna-se opaco; e a Atrofia ou Displasia da Retina, uma degeneração das células da retina.